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ColunistasVander Christian

Filme de Terror

13/10/2019 - Sorocaba - SP

Nada contra, mas filme de terror, não é, e nunca foi meu preferido. E nem é por conta do medo, não tenho problema com isso. O motivo, não sei explicar. Apenas não tenho interesse de parar para assistir.

No entanto, quando a casa está cheia de gente, a sua opinião é a que vale menos. Aconteceu isso comigo recentemente. Juntei uma turma de amigos em casa. Depois do almoço, alguém falou:

— Vamos ver um filme.

A galera toda era fã de filme de terror. Como bom anfitrião, o jeito foi fechar as cortinas preparar a pipoca e fazer a diversão da galera. Valeu a experiência. Pude observar a reação e comportamento de cada um. Conforme as cenas de sustos iam ficando mais intensas, algumas pessoas pareciam prestes a sair correndo pela casa; talvez pular a janela e sair correndo pelo bairro, na esperança de se livrar da criatura aterrorizante.

— Se está com medo por que faz tanta questão em assistir? — Perguntei sem entender.

— O grande barato é esse, ficar com medo — veio a resposta sem grandes explicações.

Não entendi mesmo. Talvez eu seja o sujeito mais careta que existe, já que não consigo se empolgar como a galera se empolga com os filmes de terror.

Continuei observando o comportamento da galera. Em algumas cenas era possível adivinhar o que ia acontecer, contudo, as pessoas gritavam e davam pulinhos assim mesmo.

Sorte que ninguém me observava, já que eu era o único na sala a não demonstrar reação nenhuma. De repente, a sala mergulhou num silêncio profundo. A personagem principal do filme caminhava num corredor escuro. Tensão no ar. Com certeza algo de muito ruim estava prestes a acontecer. O barulho quebrou o silêncio. Duas pessoas gritaram. Os demais se mexeram como se estivessem levando pequenos choques. O barulho veio da cozinha. O copo do liquidificador deslizou para dentro da pia misteriosamente. No filme, nada aconteceu. Só uma luz foi acesa no corredor escuro de antes.

— Chega, escolhe uma comédia para nós assistirmos — pediu uma colega completamente nervosa.   

Tentei argumentar que não era minha culpa; não tinha mesmo ideia do que causou a queda do copo do liquidificador. Mas não teve jeito. Ninguém queria mais assistir filme de terror.

 De fato, o medo atrapalha e muito. Até num momento de diversão.

 

 

 

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Até breve,

 

 

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